quarta-feira, 11 de março de 2015

NÃO VAI DAR EM NADA


    Vá por mim, não adianta tanto desespero, busca de perfeição, perfeccionismo, não vai dar em nada.

    Essa competição desenfreada, essa corrida ao nada, que nos deixa neuróticos e sós, não nos vai levar a nenhum pódio.

 
    Que tal errar, de vez em quando? Que tal se fingir de doente e acabar de se divertir numa tarde de segunda feira?


    Chame um amigo para um café, converse futilidades, ouça músicas que lhe faz bem no volume máximo, coma brigadeiro na panela, acredite, serve como remédio.


    Caminhe prestando atenção nos seus passos e na sua respiração, se desconecte do mundo, isso é meditar.


    Ande com alguns chocolates na bolsa, e quando aquela pessoas mais azeda lhe cruzar o caminho, a presenteie com um, isso vai mudar o seu dia. 


    Não corra demais, não seja demais, acredite, não vai dar em nada.


Foto: @cadeomeucafe

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

100gr DE FELICIDADE

  

               Acordei bem cedo e como de costume fui até a balança (acompanhada permanentemente da minha esperança!) conferir o meu peso.

    Para nenhum espanto da minha pessoa, havia "emagrecido" exatamente 100gr. Não que 100gr não faça diferença no perseverante processo de busca de um número menor de manequim, faz sim, mas de uma forma tão sutil, como aquele sorrizinho no canto da boca (quando a gente só levanta levemente uma lateral da boca, esboçando uma felicidadezinha, sabe?), que de vez em quando soltamos em situações que estamos com preguiça de sorrir.

         Mas hoje não me revoltei, nem chutei a balança (não que eu faça isso, longe de mim!), lembrei que o corpo e a resistência de todos muda com o tempo, e que o que vale mesmo é o interior (!).

    Num piscar de olhos, estava na cozinha, fazendo um delicioso misto, com bastante queijo e presunto, acompanhado de uma xicrona de café com leite e no final, ainda dei um tasco num bolo de macaxeira que olhava para mim desde ontem. 

       Agora eu vou trabalhar amigos, feliz pelo alimento, feliz pelas 100gr, feliz por ver os meus heróis, assim como eu, que tem a fotografia um pouco diferente das dos anos 80!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

ESSA IDADE NÃO É MINHA


        Talvez na próxima vez que você ou alguém me pergunte a idade que tenho, responda nenhuma ou todas. Não estou conseguindo relacionar a minha idade cronológica com o tempo que já vivi. Não tem lógica isso! O tempo que já vivi, já se foi. Passou. Esse tempo não me pertence mais. Não é meu.

         Minha idade talvez seja exatamente o tempo que eu tenho para sonhar, planejar, criar. O tempo do "para sempre", tendo a plena convicção de que o "para sempre" é agora.

         Não tenho 41 anos, talvez 2, 20, 50. Tenho os anos que me restam para falar "eu te amo", "me desculpa", "me ensine", "me perdoa". Reconheço, às vezes causa-me apreensão a prisão que certas pessoas vivem em relação a sua idade física, quase que como um martírio. 

       A minha idade é o tempo que virá, carregado de crescimento e experiência, o tempo que me dará tempo de ser absolutamente eu mesma e mesmo assim, me aceitar, aspirando ao crescimento. Tenho o tempo da sabedoria para viver, o tempo movido pela paixão ao trabalho, às pessoas e a todos os seus estranhamentos e defeitos.

        Decidi, comemorarei o meu aniversário ao contrário, esse ano completo um ano de vida, vida que posso viver. Terei a idade do tempo que ainda posso esperançar, buscar, agir, ser, almejar, agradecer.

        O que o espelho me mostra não representará mais a minha idade e as minhas "linhas de expressão" serão a prova de um tempo que passou e me tornou mulher. Meus sinais do tempo serão outros, guardados e sugados da memória quando necessário.

         Os meus amigos, minha família, todas aquelas pessoas a que sou grata, meus projetos acumulados nesse período de tempo que já vivi, me servirão como "matéria paga" na faculdade da vida, que me deixaram ensinamentos e lições. Por eles, estou aqui. Para eles, sigo adiante. Por mim, reconheço que a vida começa exatamente de onde a gente permite e aceita.

        Um feliz aniversário de um novo tempo a todos!

        

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Filosofia do café



Engraçado como o café agrega. Além de ser uma das bebidas mais saborosas do planeta, ele ainda trás junto, um monte de chances.

Quase sempre o cafezinho é testemunha de traições, injustiças, descobertas, amores, mentiras, amizades, criações, confissões... cada gole regado de troca humana. Falamos com mais vontade, quando o café é companhia na mesa. Perdemos a hora, rimos mais, passamos por todos os assuntos num piscar de olhos, com o pretinho do lado.

Pra quem ri ou chora o café sempre é um ótimo companheiro, nunca falha. Para mim, representa muito mais, representa um irmão, daqueles que a gente sente falta e sofre com a ausência. E se for forte, aí que a dependência é bem mais sofrida!

Vou confessar, vez ou outra, quando a paciência está no limite, a cabeça não mantém aquele raciocínio tão lógico assim e o saco quase cheio, fujo e me escondo em algum lugar, falo a frase mágica: "um cafezinho, por favor!", e recarrego as minhas forças, tomando café pelas veias até. Volto à vida dos simples mortais renovada.

Fiz amizade, ouvi segredos, falei dos meus, tive muitos dos meus melhores momentos acompanhados de um cafezinho. Gosto do cheiro, da fumacinha subindo quando ele é servido, da borrinha na xícara, gosto quando ele é o motivo para um encontro.

Há sempre tempo para um café com os amigos na minha vida... Falando nisso: aceita um cafezinho?