Hoje cedo, recebi uma
ligação me dizendo que o meu amigo Francisco havia partido.
"Francisco, como assim?", perguntei
sem entender nada.
Na minha última ida a Natal o encontrei na mesma
padaria que sempre nos achávamos, bem em frente ao meu antigo trabalho e
trabalho dele há anos.
"Conte-me mais detalhes, o que
houve?", ficava insistindo, como forma de que alguma explicação lógica saísse
daquele telefone. Não saiu. Encontraram ontem, o seu copo sumido há uns dias.
Francisco era alto, forte, um cavalheiro,
sempre disposto a ajudar e servir. O conheci quando, no meu primeiro emprego, há uns 20 e poucos anos, ele assumia o posto de segurança de toda aquela
área comercial. A gente se sentia protegida mesmo, e olhe se alguém se metesse a
besta! Lá estava o nosso protetor, ao mesmo tempo tão suave e tão firme.
Na época do trabalho, de
tempos em tempos, ele passava por mim e perguntava: "Tá tudo bem
Katharina? Precisando de alguma coisa?". Quase sempre estava tudo bem, mas
hoje meu amigo, preciso entender o porquê de tanta coisa!
Há três anos, fui assaltada,
numa das minhas idas a Natal, e Francisco ficou sabendo do ocorrido. Ficou tão furioso,
chegando inclusive a perguntar se eu não queria que ele pegasse "aquele
safado". Um dia, num dos nossos encontros casuais em Petrópolis, contei em
detalhes o assalto e ele pediu para eu parar, por que ele já estava
"tremendo de raiva". Lembra disso, meu amigo?
Ou Francisco querido, por
que você tinha que ir tão cedo? Ficasse um pouquinho mais aqui, com a sua
esposa, seus filhos, todos tão disciplinados e inteligentes, com uma educação
de fazer inveja a qualquer família! Ficasse aqui, repartindo conosco a sua bondade
e força, a sua amizade!
Lembra de um dia, quando eu
tinha terminado um namoro, não fui para casa depois do expediente e resolvi
sentar naquele espetinho para tomar uma cerveja, e você me fez companhia,
bebendo da cerveja e das mágoas comigo?
Hoje você resolveu voar.
Nós, pobres ignorantes dos mistérios da vida, ficamos aqui, com saudade, e
agradecendo a Deus por um dia, ter conhecido um homem tão grande e bom como
você, Francisco. Um dia tomamos mais uns copos!

Olha,que linda matéria Katarina, fico emocionado. Mais se é para lembrar de algumas coisas boas,então vamos lá, você sempre foi simpática (suuuper simpática), e como não lembrar dos presentes que você me deu,dos sábados na sua casa enquanto minha mãe cuidava da "Lulu"(que hoje está uma LULUZONA) ficávamos brincando, ou saímos para passear,você núnica nos tratou diferente, pelo contrário nos tratavamos como filhos seu,você tem sido especial e saiba que tenho boas lembranças de você também. Obrigado,obrigado mesmo Katarina,por essa matéria. Eu e minha familia ficamos grato de verdade, amamos você. Guilherme e família.
ResponderExcluirMeu querido, eu e minha família também amamos vocês! Obrigada por ser quem vocês são, vocês deixam o mundo bem melhor! Qualquer coisa que precisem, qualquer mesmo, contem conosco. Um abraço bem apertado.
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