terça-feira, 11 de novembro de 2014

DESPERSONALIZANDO




   Hoje, não se admite a diferença. Somos bonecos, moldados na mesma fôrma. A política da neurose da igualdade nos torna menores, tímidos. Aquilo que eu sou, eu sou. Mas eu não sou você, nunca serei. As nossas criações, atitudes, interações, palavras, ações, são só nossas. Só minha. Só sua. Chega de tanta despersonalização!

   A minha roupa, o meu cabelo, a minha voz, a minha letra, é diferente da sua, somos diferentes e isso é óbvio e especial. Assim como é claro também que podemos nos unir nessas diferenças e deixar tudo menos discriminatório e estúpido.

   O padrão de beleza, a definição de riqueza, de sucesso vão se construindo na proporção em que se coloca amor e empenho na família, no amor, no trabalho, nas amizades, nos sonhos, na profissão, na construção da nossa marca.

  Podemos estar mortos agora, vivos. Respirando e mortos. Cheios de chances, escolhas e opções (mesmo que carregados de sofrimentos inevitáveis e reais), e mortos.

   O conformismo de fazer exatamente a mesma coisa que o outro está fazendo não é bonito. O eu me sentir bem é o fundamental e o que vai me deixar feliz na construção (com respeito) da minha essência. O fazer é primordial, o exemplo, a dignidade, não o que aparenta ser.

    Precisamos marcar o mundo, cada um de nós, diferentes e únicos. Ainda há tempo!


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Valeu pela sua participação!