segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Whatsapp: o escravizador


E cadê o “dar tempo ao tempo”? Quem falou que eu tenho obrigação de responder a um whatsapp seu instantaneamente? E se por um acaso visualizei a sua mensagem, onde está a regra determinando a minha obrigação de resposta imediata? Você sabe se eu posso? Se eu quero?

Pois bem, independente de qual momento da era tecnológica e virtual nós nos encontramos, não me cabe mais a paciência e compreensão de certas “obrigações virtuais”.

Essa ânsia desesperada, essa falta de privacidade, essas loucuras do imediato me cansam e me irritam, considero uma verdadeira falta de respeito, ou melhor, uma perda de tempo, do nosso valioso e poderoso tempo.

Grupo da família, do trabalho, dos colegas da faculdade, do condomínio, dos pais dos amigos, do bairro, do vendedor de TV por assinatura, dos amigos do jardim de infância, dos clientes da padaria... chega!

Queridos, eu preciso trabalhar, cuidar da casa, pagar as contas, me alimentar, dirigir, namorar, servir de motorista para os filhos, ir ao banheiro, dormir, coisas normais que pessoas normais fazem (pelo menos eu acho!).

Entendam bem, não estou aqui crucificando a inovação e utilidade dessa ferramenta verdinha nas nossas vidas, longe de mim, estou apenas informando que eu preciso viver além dela, simples assim.

Adoro ver fotos atualizadas daquelas pessoas que eu amo e nunca mais vi, receber piadas e vídeos engraçados, “conversar” com amigos distantes, adoro! Quando tenho tempo.

Aos queridos amigos e grupos, que me enviam mensagens a cada milésimo de segundo, que, por mais que eu carregue o celular diversas vezes ao dia, a bateria dura exatos 6 minutos, deixo aqui um aviso: amo todos vocês, mas não se preocupem comigo, ou pensem que eu morri quando eu não responder uma mensagem assim que a receber. Acreditem, em algum momento a lerei e caso seja interessante ou importante, a responderei o mais breve possível.

Agora vamos deixar uma coisa combinada, só entre nós dois ok? Se for uma urgência, e você estiver mesmo precisando falar comigo, me ligue, use daquele “dispositivo de telecomunicações desenhado para transmitir sons por meio de sinais elétricos nas vias telefônicas” (Wikipédia), desenvolvido por um maluco chamado Alexandre Graham Bell, tenho certeza que a probabilidade de eu atender a sua ligação é bem maior.


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